Ocorrência e taxas de infestação de Streblidae (Diptera, Hippoboscoidea) em morcegos (Mammalia, Chiroptera) em um fragmento de floresta estacional semidecidual no oeste do Paraná, Brasil
Ribas, Mateus RBatista, Sara CAranha, José M. R
O objetivo deste trabalho foi analisar a ocorrência e taxas de infestação de estreblídeos em morcegos de um fragmento de floresta estacional semidecidual no oeste do Paraná, sul do Brasil. Foram coletados 289 dípteros de oito espécies de Streblidae em seis espécies de morcegos filostomídeos. Os estreblídeos mais frequentes foram Megistopoda proxima (Séguy, 1926), Aspidoptera falcata Wenzel, 1976 e Paratrichobius longicrus (Miranda Ribeiro, 1907). A maior prevalência ocorreu em Megistopoda aranea (Coquillet, 1899) sobre Artibeus planirostris (Spinx, 1823), enquanto a maior intensidade média efetuou-se em M. aranea sobre Artibeus lituratus (Olfers, 1818). A maior abundância média aconteceu em M. proxima sobre Sturnira lilium (E. Geoffroy, 1810) e, com exceção de M. aranea, todas as demais espécies foram específicas a um hospedeiro. Duas infracomunidades foram registradas: M. aranea e Metelasmus pseudopterus (Coquillett, 1907) em A. planirostris e M. proxima e A. falcata em S. lilium. Nos morcegos mais frequentemente capturados os resultados apresentaram maior tendência de ocorrência de ectoparasitas em fêmeas; não foi encontrado um padrão quanto à prevalência e intensidade média para as estações do ano a eles. Conclui-se que a taxa de parasitismo é influenciada por outros fatores na área de estudo não avaliados, e destaca-se a necessidade de analisar o ciclo de vida do parasita, e o comportamento e morfofisiologia do hospedeiro.
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