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Periódicos Brasileiros em Medicina Veterinária e Zootecnia

Do changes in riparian zones affect periphyton growth and invertebrate colonization on rocky substrates in Atlantic Forest streams?

Kiffer Jr., Walace P.Giuberti, Thaís Z.Serpa, Karoline V.Mendes, FlávioMoretti, Marcelo S.

RESUMO: O crescimento do perifíton e a colonização de seixos esterilizados por invertebrados foram avaliados em três riachos costeiros de Mata Atlântica (Sudeste do Brasil) que diferem no estado de conservação das zonas ripárias. Devido a diferenças na disponibilidade de luz e temperatura da água, foi hipotetizado que o crescimento das algas perifíticas seria maior no riacho mais alterado. Consequentemente, as assembleias de invertebrados iriam diferir entre os riachos. Seixos com tamanhos similares foram incinerados e incubados por 7, 15, 30, 45 e 60 dias nos riachos estudados. Apesar do crescimento do perifíton ter sido mais rápido no riacho mais alterado, os teores de clorofila-a não diferiram entre os riachos. Um total de 954 indivíduos (98% insetos) pertencentes a 36 táxons foi encontrado. A densidade de invertebrados foi maior e aumentou ao longo do experimento no riacho preservado, enquanto a biomassa de invertebrados foi maior nos intervalos iniciais de amostragem (7 e 15 dias). Um efeito dos riachos nas assembleias de invertebrados foi observado após o 15o dia e 17 táxons foram encontrados somente no riacho preservado. Leptophlebiidae (Ephemeroptera), Hydroptilidae, Helichopsychidae, Leptoceridae (Trichoptera) e Orthocladiinae (Diptera) apresentaram especificidades com as assembleias encontradas no riacho preservado e nenhum táxon foi indicador das assembleias encontradas nos riachos alterados. Estes resultados demonstraram que alterações nas zonas ripárias de riachos de Mata Atlântica não afetaram os teores de clorofila-a em substratos rochosos, mas o crescimento do perifíton influenciou a densidade e a composição estrutural das assembleias de invertebrados. Estas observações suportam parcialmente a hipótese proposta e estão em conformidade com a noção da importância da comunidade perifítica para a colonização de substratos expostos por invertebrados e para a avaliação das consequências das alterações antrópicas no funcionamento dos ecossistemas e nas comunidades aquáticas.

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