Teor de cloro ativo nos sanitizantes utilizados para higienização de hortifrutis em restaurantes comerciais de Montes Claros, MG
Pinho, Lucinéia dePinheiro, Franciele QueirozNery, Liana Ferreira VidalRocha, Natália Gonçalves Santana
Frutas e hortaliças são potenciais veiculadores de micro-organismos que podem estar associados a toxinfecções alimentares e consequentemente, a doenças transmitidas por alimentos (DTA). A assepsia das mesmas pode ser realizada por imersão em solução de cloro preparada a partir de água sanitária comercial. Recomenda-se a utilização da concentração de cloro entre 100 250 ppm, pois valores inferiores tornam os produtos ineficazes e em concentrações superiores tornam-se tóxicos e corrosivos. Assim, o presente estudo teve por objetivo avaliar o teor de cloro ativo nos sanitizantes utilizados em sete restaurantes comerciais de Montes-Claros, MG. Os resultados obtidos mostraram que dos sanitizantes analisados, 28% (n=2), não apresentavam o teor de cloro indicado pelo rótulo dos fabricantes. Na análise da conformidade das amostras quanto à diluição utilizada para sanitização dos alimentos, foi observado que das 7 amostras, apenas 14% (n=1) apresentou o total de ppm recomendado. Portanto, a eficiência dos agentes químicos sanitizantes foi influenciada pela falha na informação da concentração do teor de cloro ativo indicada pelo fabricante na embalagem. A maior parte dos estabelecimentos não atendeu a diluição recomendada na literatura para sanitização dos alimentos.