VETINDEX

Periódicos Brasileiros em Medicina Veterinária e Zootecnia

p. 12-20

Evidência de estruturas pós-formadas na infecção sistêmica de Curtobacterium flaccumfaciens pv. flaccumfaciens em genótipos resistentes de Phaseolus vulgaris L

Valdo, Stella Cristina DiasWendland, AdrianeGonçalves, Letícia AlmeidaSilva, Carlos SousaAraújo, Leila Garcês

Curtobacterium flaccumfaciens pv. flaccumfaciensé causadora da murcha-de-curtobacterium, responsável por perdas econômicas.O objetivo deste estudo foi analisara colonização de C. flaccumfaciens pv. flaccumfaciensem genótipos de feijoeiro comumresistente, moderamente resistente e suscetível. Ouro Branco e IPA 9 (resistente), Diacol Calima (moderadamente resistente), CNFRS 11997 e CNFP 10429 (suscetíveis) foram inoculados,no epicótilo,com 100 µL de suspensão bacteriana do isolado BRM 14933(Cff25). A severidade da doença foi avaliada 21 dias após a inoculação, utilizando a escala de 1 a 9. As amostras para MEV foram desidratadas em série alcoólica, secas em ponto crítico com dióxido de carbono (CO2), banhadas em ouro e analisadas em microscópio eletrônico de varredura. As plantas de Ouro Branco e IPA 9 (resistentes) exibiram baixa colonização, formação de filamentos envolvendo células bacterianas e guarnições mais desenvolvidas nas pontoaçõesdos vasos do xilema. Diacol Calima (moderadamente resistente) apresentou menor colonização e formação de filamentos do que as cultivares resistentes. Os genótipos CNFC 10429 e CNFRS 11997 (suscetíveis) mostraram grande colonização no xilema, com vasos obstruídos, impedindo o fluxo de água e nutrientes, explicando os sintomas de murcha e morte da planta. Portanto, a resistência à C. flaccumfacienspv. flaccumfacienspode ser explicada pela capacidade da planta em limitar a multiplicação do patógeno como um mecanismo de defesa celular, sugerindo que este é um dos fatores de resistência estrutural pós-formado que ocorre nesse patossistema.(AU)

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