VETINDEX

Periódicos Brasileiros em Medicina Veterinária e Zootecnia

p. 74-82

Urochloa brizantha cv. Marandu apresenta uma melhor resposta ao estresse salino in vitro comparada a outras cultivares comerciais

Guimarães, Paula Beatriz RamosFigueiredo, Mayara de Oliveira VidottoSantos, Tiago Benedito dosRibas, Alessandra Ferreira

Urochloa brizantha é a principal gramínea forrageira para a pecuária no Brasil, mas o estresse salino pode reduzir a produtividade. Os mecanismos fisiológicos e moleculares de adaptação ao estresse salino permanecem pouco conhecidos nesta espécie. O objetivo desse estudo foi avaliar as respostas de três cultivares de U. brizantha ao estresse salino in vitro. Sementes de três cultivares (Piatã, Marandu e Xaraés) germinaram em papel filtro e foram transferidas para cultivo em meio in vitro contendo 0, 50, 100 e 200 mg L-¹ de cloreto de sódio (NaCl). Os parâmetros biométricos e o conteúdo de prolina foram determinados após 28 dias. Os dados foram submetidos à análise de variância e separação de médias realizada pelo teste LSD (p <0,05). Foi realizada a expressão semi quantitativa do gene da Δ¹-pirrolina-5-carboxilato sintase (P5CS1). Em todas as cultivares, o aumento da concentração de NaCl no meio afetou o crescimento das raízes e da parte aérea. A cultivar Xaraes apresentou a maior redução na biomassa enquanto Marandu foi a menos afetada. O estresse salino foi aumentado pela transcrição de aproximadamente 0,7 vezes do gene P5CS1em todas as cultivares. No entanto, a cultivar Marandu apresentou maior teor de prolina e menor redução de biomassa, sugerindo melhor resposta ao estresse salino in vitro.

Texto completo