Perdas na colheita mecanizada da cana-de-açúcar em resposta a diferentes velocidades da colhedora e de rotação do extrator primário
Pelloso, Murilo FuentesLima, Adriano Aparecido dePelloso, Bruno FuentesSilva, Arthur Pereira da
O presente estudo objetivou avaliar as perdas visíveis e invisíveis na colheita mecanizada da cana-de-açúcar mediante uso de diferentes velocidades de deslocamento da colhedora e de rotação do extrator primário em canavial de primeiro corte, com terreno a 7% de declividade. O ensaio foi conduzido em Junho de 2014, por ocasião da colheita mecanizada em canavial de primeiro corte (cana de ano), com estimativa de produtividade de 75 t ha-¹ no município de Pacaembu, São Paulo. O canavial era formado pela variedade RB96-5902,com 12 meses de idade, em espaçamento de 1,4 metros entre linhas. A colheita foi realizada utilizando uma colhedora da marca John Deere, modelo 3520 acompanhada de um trator, acoplado ao transbordo. Os tratamentos avaliados correspondem a combinações de duas velocidades de deslocamento da colhedora (km h-¹) e duas velocidades de rotação do extrator primário (rpm), além das velocidades habitualmente utilizadas pela usina, como testemunha: 3 km h-¹ a 700 rpm, 3 km h-¹ a 1200 rpm, 5 km h-¹ a 950 rpm (testemunha), 6 km h-¹ a 700 rpm e 6 km h-¹ a 1200 rpm. As Variáveis respostas analisadas foram as perdas nas formas de tocos, despontes, toletes, pedaços, canas inteiras, estilhaços e perdas totais, em t ha-¹ e a porcentagem total de perdas. Foram observadas respostas significativas (p ≤ 0,05) para todas as formas de perdas em função dos tratamentos, com exceção para as perdas nas formas de cana inteira e despontes. Concluiu-se que o aumento da rotação do extrator primário e redução na velocidade de locomoção da colhedora tendem a ocasionar aumento nas perdas de cana-de-açúcar, sendo, nas condições do presente estudo, indicada a velocidade de 3 km h-¹ com rotação do extrator primário de 1200 rpm.
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