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Periódicos Brasileiros em Medicina Veterinária e Zootecnia

Efeitos do midazolam intranasal em iguanas verdes (Iguana iguana)

Sarri, Bruna MariaGhussn, Laura RoveratoFerruccio, Carolina AkelSanches, Mariana CardosoCarregaro, Adriano Bonfim

Este estudo objetivou avaliar a sedação e alterações fisiológicas promovidas por três doses de midazolam, administradas por via intranasal, em iguanas verdes. Oito iguanas adultas, pesando 850 ± 165 g, receberam, de forma aleatorizada, cinco tratamentos: midazolam 2 mg.kg-1 (IM), midazolam 2 mg.kg-1 intranasal (IN2), midazolam 3 mg.kg-1 intranasal (IN3), midazolam 5 mg.kg-1 intranasal (IN5) e NaCl 0,9% intramuscular (CON). O grau de sedação, frequência cardíaca, frequência respiratória e temperatura foram avaliados no momento basal até 360 minutos pós-tratamentos. O tratamento IM promoveu sedação moderada a intensa, entre 10 (9 [8-12]) e 120 minutos (8 [3-9]). As doses de 2 e 3 mg.kg-1 intranasal não promoveram sedação nos animais. A dose de 5 mg.kg-1 de midazolam intranasal, promoveu sedação discreta aos 20 (5 [2-6]), 45 (5 [1-6]) e 90 minutos (5 [1-7]). Houve redução da frequência cardíaca apenas no grupo IM aos 360 minutos (40±15,1 bpm). A frequência respiratória diminuiu apenas no grupo IN5, aos 30 (12 [8-16]) e 90 minutos (12 [8-24]). Não foram observadas alterações na temperatura corporal com nenhum dos tratamentos durante o período de avaliação. O midazolam administrado por via intranasal, na dose de 5 mg.kg-1, mas não nas doses de 2 e 3 mg.kg-1, induziu discreta sedação nas iguanas-verdes. Porém, o efeito foi de menor intensidade e duração em comparação à dose intramuscular de 2 mg.kg-1. Portanto, a administração de midazolam intranasal não é uma opção razoável em comparação à via intramuscular.

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