Viabilidade do uso de drone aplicado no mapeamento da pesca artesanal comercial: um estudo de caso na Baía de Sepetiba, Rio de Janeiro
Silva, Kátia Alessandra Mendes daFeitoza, Luis Felipe Barbosa BragaPereira, Iane SilvaMello, Silvia Conceição Reis PereiraBaptista, Alessandra CarreiroOliveira, Gesilene Mendonça de
RESUMO: Este artigo apresenta um estudo experimental para verificar a viabilidade de uso da tecnologia emergente UAV no mapeamento dos pesqueiros explotados pela pesca artesanal na Baía de Sepetiba, no sul do estado do Rio de Janeiro-Brasil, visando conhecer melhor a funcionalidade e informações geradas pelo equipamento, e se os dados poderão auxiliar na melhoria do gerenciamento da pesca local e também subsidiar informações para a implantação de uma rastreabilidade simplificada para o pescado regional. A área de estudo contemplou quatro localidades sendo Ilha da Madeira, Vila Geny, Coroa Grande e Ponte Preta, todas inseridas na Baía de Sepetiba, localizada no município de Itaguaí, região sul do estado do Rio de Janeiro. O mapeamento aéreo foi realizado nos meses de setembro, outubro e novembro de 2017, entre 10h e 12h (GMT-3), utilizando um VANT Phantom 3 Professional (DJI, Shenzhen, China), registro Anac Brasil PP-011092014. A câmera integrada é uma DJI 4K Edition Sony Exmor R Modelo IMX117: 7,81 mm equipada com sensor CMOS de 6,2 mm, resolução 4000 x 3000 de 12 megapixels, com lente f/2.8 e campo de visão (FOV) de 94, possuindo uma distância focal de 14 mm. As imagens foram coletadas perpendicularmente ao plano principal. A altura de voo foi fixada em 80 m, a velocidade de voo foi determinada com base na sobreposição de 80%, dimensão da área a ser mapeada e duração da bateria. Assim, o operador utilizou uma velocidade média de voo de 25 km/h. a distância da amostra terrestre (GSD) foi de 1,20 cm/px. e foi estabelecida uma sobreposição de 80% entre as imagens para evitar possíveis falhas e lacunas de informações do ortomosaico. Para cada pesqueiro mapeado foi realizado o processamento padrão do software, que consiste em: alinhamento das fotos, criação da nuvem de pontos, criação de modelo de elevação digital, e finalmente o ortomosaico propriamente dito. Uma vez processado, os ortomosaicos foram exportados do Agis Soft Photo Scan Professional para o Google Earth (Google Inc.), onde é possível fazer uma avaliação mais abrangente dos pesqueiros de uma maneira muito mais prática e rápida. Foram realizados um total de quatro voos, um para cada área de estudo, com duração média de 10 minutos cada. Como resultado, a tecnologia mostrou-se viável de aplicação, uma vez que possibilitou identificar e mapear as áreas definidas para nesta pesquisa, gerando dados como distância e características do local, que poderão ser utilizados para rastrear o pescado capturado e desembarcado, além de possibilitar o monitoramento das embarcações e da pesca e assim, aprimorar o gerenciamento da pesca local.
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