Comparação entre a infusão contínua prolongada de fentanil ou remifentanil em cadelas submetidas a ovariohisterectomia eletiva
Conterno, Gabriela BorgesRonchi, Samuel JorgeComassetto, FelipeRosa, Luara daBaron, MarianaSabino, Karoline SimiãoOleskovicz, Nilson
Objetivou-se comparar os efeitos clínicos intraoperatórios e analgésico perioperatório ofertados pela infusão contínua prolongada de fentanil (GF, bolus de 5 µg/kg e infusão contínua (IC) de 15 µg/kg/h) ou remifentanil (GR, IC de 18 µg/kg/h) em cadelas submetidas a ovariohisterectomia eletiva. Vinte cadelas hígidas foram pré-medicadas com acepromazina e induzidas com propofol e mantidas sob anestesia com isoflurano. Registrado M0 (basal) os animais foram alocados aleatoriamente em GF (n = 10) ou GR (n = 10), registrando parâmetros clínicos e hemogasométricos a cada 15 minutos (M15...M120), totalizando 02h e, posteriormente, durante o procedimento cirúrgico, sendo a taxa do opioide alterada conforme o requerimento cirúrgico.A vaporização de isoflurano reduziu em até 47% e 42% no GF e GR, respectivamente, em relação ao M0. Durante as primeiras duas horas de IC, seis animais de cada grupo necessitaram de intervenção com atropina e três animais do GF de efedrina. O número de ajustes de taxas no intraoperatório foi significativamente maior no GR comparado ao GF (P = 0,0248). Pelo teste de Log-rank, houve maior probabilidade de não receber resgate analgésico nos primeiros 30 minutos de pós-operatório no GF comparado ao GR (P < 0,0001) e todos os animais necessitaram de resgate analgésico dentro das primeiras três e seis horas no GR e GF, respectivamente. Conclui-se que, nas taxas propostas, a utilização de fentanil necessitou de menos resgates analgésicos no intra e pós-operatório, no entanto, recomenda-se ajuste de taxa intraoperatória e analgesia suplementar pós-operatória em ambos os tratamentos.
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