Bioconversão de resíduos de aves para produção de proteases por Aspergillus sp. isolado do solo da floresta Amazônica
Correia, Thaylanna CavalcanteCorrêa, Ana Paula FolmerPimenta, Daniel BastosVital, Marcos José Salgado
As penas são subprodutos que são gerados em quantidades significativas pela indústria avícola. A bioconversão microbiana tem sido investigada como uma estratégia promissora para o processamento de penas, uma vez que, juntamente com a degradação desses materiais queratinosos, o bioprocessamento pode resultar em produtos de valor agregado. Assim, do ponto de vista da microbiologia industrial, as penas de frango podem ser consideradas matéria-prima para a obtenção de proteases microbianas. Dentro deste contexto, o objetivo deste trabalho foi investigar e caracterizar a produção de proteases extracelulares por Aspergillus sp., isolados de solo da floresta Amazônica. A produção enzimática foi avaliada utilizando diversos substratos de crescimento (penas inteiras, farinha de penas, cabelo humano, caseína, gelatina, peptona e bicos de frango). Com maior produção de enzima foi obtida a farinha de penas (FP) e peptona. Após 48 h de fermentação, a degradação da FP foi de 15.82%. A protease bruta mostrou atividade ótima em pH 5.0 e 37 0C e a atividade enzimática foi aumentada com a adição de 1 e 5 mM de CaCl2, MnSO4, KCl, MgSO4 e CuSO4. Os detergentes Tween 20 e Triton x-100, nas concentrações 0.5 e 1% (v/v), tenderam a estimular a atividade. A presença de 0.5 e 1% (v/v) dos solventes orgânicos (metanol, acetona, butanol, acetonitrila, isopropanol e DMSO), mantiveram a atividade enzimática. O ß-mercaptoetanol estimulou a atividade proteolítica nos ensaios enzimáticos. Este estudo sugere uma nova direção para a gestão de resíduos com aplicações industriais dando origem à tecnologia verde para o desenvolvimento sustentável.
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