Encapsulação do flavonoide crisina: uma revisão sobre as metodologias utilizadas e potencial biológico
Filho, Carlos BorgesGomes, Marcelo Gomes deKemmerich, MagaliDeus, Cassandra deMenezes, Cristiano Ragagnin de
O flavonoide crisina tem sido apresentado como tendo numerosos e promissores efeitos bioativos, como antioxidante, anticonvulsivante, anti-hipertensivo, anti-inflamatório, antineoplásico, anti-hiperlipidêmico e antidepressivo. No entanto, um dos principais desafios para o avanço dos estudos sobre a bioatividade da crisina é sua baixa biodisponibilidade em humanos. Assim, visando superar essa barreira, diversos estudos têm demonstrado o potencial bioativo de cápsulas contendo crisina. O objetivo desta revisão é apresentar as principais metodologias utilizadas para o encapsulamento da crisina e seus principais efeitos biológicos demonstrados até o momento. Nossa intenção é oferecer caminhos para o avanço das pesquisas na área de encapsulação de flavonoides. Quanto às técnicas de encapsulamento, verificou-se que são diversas, e os agentes encapsulantes mais recorrentes são os polímeros PEG, PLGA e seus derivados, além de outros agentes como PCL, albumina, lipídeos e quitosana. Os efeitos bioativos das cápsulas também são numerosos, sendo os efeitos anticarcinogênicos os mais frequentes, além de outros efeitos como antioxidante, antidiabético, antimicrobiano e neuroprotetor. Em conclusão, verificamos a falta de utilização de técnicas verdes para o encapsulamento de crisina, e a produção de emulsões lipídeo-água e dissolução da crisina em etanol parecem ser alternativas neste aspecto. Além disso, o potencial bioativo destas cápsulas pode ainda ser avaliado em outros modelos experimentais, e deve-se avançar para ensaios clínicos e aplicação em formulações alimentícias.
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