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Periódicos Brasileiros em Medicina Veterinária e Zootecnia

Mortalidade de Tuta absoluta em função da estrutura do volume depositado por pulverizadores

Paixão, Gefferson Pereira daFurtado Júnior, Marconi RibeiroSantana Júnior, Paulo AntônioArruda, Kleber Fialho deFreitas, Márcio Alexandre Moreira da

Nas avaliações de toxicidade de inseticidas às larvas de Tuta absoluta (Meyrick), procura-se obter 100 % ou próximo disso de cobertura foliar para garantir o contato do inseto com o produto testado. Entretanto, a deposição pode variar entre os diferentes métodos de aplicação empregados a nível de campo e, consequentemente, podem interferir no controle da praga. Objetivou-se com esse trabalho avaliar a mortalidade da Tuta absoluta e a dispersão do volume depositado em folíolos de tomate em função do tamanho de gotas e do método de tratamento químico com Abamectina. Para isso foi realizado um experimento no delineamento de blocos ao acaso com cinco tratamentos e cinco repetições. Os tratamentos foram constituídos por diferentes métodos de tratamento químico: imersão, pulverização hidráulica em três tamanhos de gotas, sendo cada tamanho de gota um tratamento, e pulverização pneumática em que foram avaliados: a mortalidade de larvas da espécie, o volume retido (deposição), a densidade superficial de ingrediente ativo, a densidade de gotas e a porcentagem de cobertura. Os diferentes métodos de tratamento químico com Abamectina proporcionaram mortalidade de larvas acima de 90% e, além disso, os maiores valores de mortalidade (98% e 95,9%) foram associados, respectivamente, às pulverizações que proporcionaram maiores densidades de gotas sendo elas: hidráulica com gotas médias (181 gotas cm-2) e pneumática com gotas muito finas (256 gotas cm-2), sendo esta última, utilizando um volume de aplicação 84% menor (80 L ha-1) em relação ao menor volume recomendado pelo fabricante (500 L ha-1).

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