VETINDEX

Periódicos Brasileiros em Medicina Veterinária e Zootecnia

Ratos e camundongos de laboratório do Brasil: décadas se passam, mas as infecções parasitárias permanecem

Pedro, Desenir AdrianoBarreto, Maria LuciaCastro, Helena Carla

Ratos e camundongos são os modelos experimentais mais utilizados em pesquisa. Globalmente, as instalações de animais estão sujeitas a surtos de parasitas. No Brasil, o perfil parasitológico é utilizado para refletir a condição sanitária dos animais de laboratório e deve ser monitorado frequentemente. O presente estudo teve como objetivo desenvolver uma revisão integrativa de estudos científicos sobre o perfil parasitológico de ratos e camundongos em biotérios no Brasil. A revisão identifica as espécies parasitárias mais prevalentes relatadas em biotérios de diferentes regiões geográficas do país, bem como os fatores que contribuem para a perpetuação desses parasitas, e propõe medidas para ajudar a prevenir tais infecções. Com base na questão norteadora "quais endoparasitas e ectoparasitas já foram identificados em colônias de ratos e camundongos em biotérios no Brasil?" e considerando os critérios de inclusão e exclusão, foram selecionados 28 estudos publicados entre 1974 e 2021 em quatro bases científicas. Esses estudos abrangeram instalações em 12 estados brasileiros, descrevendo 16 gêneros de parasitas em camundongos e 18 em ratos. A maioria das instalações dos estudos selecionados era do tipo convencional e com poucas barreiras sanitárias, e essas condições podem favorecer a recorrência de parasitas. Portanto, esforços são necessários para que as instituições tenham biotérios de acordo com a legislação e pratiquem metodologias otimizadas. As medidas propostas neste artigo podem contribuir para mudar o panorama das parasitoses nos biotérios nacionais, visando salvaguardar a qualidade dos dados científicos e o bem-estar animal.

Texto completo