Teores energético e lipídico, e composição em polifenóis da polpa de pequi de acordo com a área nativa do frut
Nascimento-Silva, Nara Rúbia Rodrigues doAlves-Santos, Aline MedeirosOliveira, Cecília Maria Alves deTerezan, Ana PaulaSilva, Aline Priscilla Gomes daNaves, Maria Margareth Veloso
O pequi (Caryocar spp.) é um fruto nativo do cerrado brasileiro e Caryocar brasiliense Camb. é uma das espécies mais prevalentes neste bioma. O consumo da polpa de pequi tem sido associado a benefícios à saúde, como efeitos antioxidantes, anti-inflamatórios, hipolipidêmicos, hepatoprotetores e anticarcinogênicos. Esses benefícios têm sido atribuídos à sua alta densidade em nutrientes e compostos bioativos. No entanto, há evidências de considerável variação no perfil nutricional entre polpas de pequi de diferentes espécies, e entre polpas da mesma espécie, mas de diferentes áreas do cerrado. Além disso, não há informações na literatura sobre o perfil de polifenóis da polpa de C. brasiliense, tampouco sobre a influência da área nativa do fruto na composição desses fitoquímicos. Assim, este estudo analisou a composição de nutrientes e identificou os compostos fenólicos na polpa de frutos de C. brasiliense nativos de quatro diferentes áreas do Cerrado. Houve notável variação nos teores de energia (176,3-387,2 kcal/100 g) e lipídios (13,0-37,5 g/100 g) entre as amostras. Em contrapartida, não foi encontrada diferença na composição em polifenóis, uma vez que ácido gálico, ácido protocatecuico, catequina, epicatequina, ácido p-cumárico e ácido elágico foram identificados em todas as polpas de pequi analisadas. A polpa de C. brasiliense tem potencial para ser utilizada como ingrediente funcional rico em compostos bioativos, porém com diferentes teores de energia e lipídios de acordo com a área nativa do fruto para atender a distintas alegações de saúde do produto.
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