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Periódicos Brasileiros em Medicina Veterinária e Zootecnia

Crescimento e ambiente luminoso de espécies frutíferas em sistemas silvipastoris para criação de novilhas leiteiras

Giustina, Carolina DellaCarvalho, Carlos Augusto Brandão deCarnevalli, Roberta AparecidaRomano, Marcelo RibeiroPereira, Francisco das Chagas de Abreu

Sistemas silvipastoris beneficiam tanto o bem-estar animal como a sustentabilidade, pois as árvores removem o carbono da atmosfera, reduzindo o efeito estufa. O objetivo foi identificar as fruteiras mais promissoras para inclusão em sistemas silvipastoris. Este experimento foi conduzido na Embrapa Agrossilvipastoril, entre 2014 e 2018. Cinco sistemas silvipastoris com fruteiras e 'Tifton-85' foram projetados para avaliar o crescimento das árvores e o ambiente luminoso sob as copas. Os dados foram analisados com SAS® e PDIFF (P < 0,10). As cajazeiras apresentaram as maiores alturas (5,4 m) e maiores diâmetros do tronco (23,4 cm), enquanto as aceroleiras tiveram os menores (1,8 m e 8,3 cm, respectivamente). Aos 42 meses (seca de 2017), cajazeiras, cajueiros e goiabeiras apresentavam alturas semelhantes. As goiabeiras apresentaram a maior interceptação de luz (89,3%), as cultivares de cajueiro proporcionaram níveis médios de sombra (50 a 60% LI) e com maior constância entre as estações chuvosa e seca. Os sistemas que apresentaram maior interceptação de luz durante o período de seca foram aqueles com CCP76 em 2017 e EMB51 em 2018. Maiores incidências de comprimentos de onda da composição espectral da luz ocorreram entre os períodos de chuva (2015) e seca (2017) e maiores diferenças na proporção de vermelho: vermelho distante em 2015. Em 2018, não havia mais diferenças entre as estações chuvosa e seca para a composição espectral da luz sob as copas das árvores. Os cajueiros e as goiabeiras têm crescimento e ambiente luminoso adequado para suportar sistemas silvipastoris, mas as cajazeiras e aceroleiras apresentam limitações.

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