Uso de modelos ex vivo e in vitro de intestino de aves para avaliar aditivos antimicotoxinas
Duarte, ViniciusMallmann, Adriano OlneiTonini, CamilaLiberalesso, DiogoSilva, Cristiane Rosa daSimões, Cristina TonialGressler, Luciane TouremBracarense, Ana Paula Frederico Rodrigues LoureiroMallmann, Carlos Augusto
Testes in vitro são realizados para avaliar a eficácia de aditivos antimicotoxinas (AAMs); entretanto, tais experimentos apresentam uma baixa correlação com ensaios in vivo, que também são exigidos para determinar a eficácia de AAMs. Em busca de um método alternativo, o presente estudo investigou o uso de uma técnica ex vivo. A capacidade de seis AAMs (AAM1 a AAM6) de reduzir a absorção intestinal de aflatoxina B1 (AFB1) foi avaliada. Explantes jejunais foram coletados de frangos de corte e submetidos a dois tratamentos por AAM em câmaras de Ussing: T1 (controle) - 2,8 mg/L AFB1, e T2 - 2.8 mg/L AFB1 + 0,5% AAM. Os AAMs também foram testados in vitro para verificar a adsorção de AFB1 em fluido intestinal artificial. Nos ensaios ex vivo, AAM1 ao AAM6 diminuíram a absorção intestinal de AFB1 em 67,11%, 73,82%, 80,70%, 85,86%, 86,28% e 82,32%, respectivamente. Quanto aos achados in vitro, AAM1 ao AAM6 apresentaram adsorção de 99,72%, 99,37%, 99,67%, 99,53%, 99,04% e 99,15%, respectivamente. O modelo ex vivo avaliado mostrou-se eficiente na avaliação de AAMs. Não houve correlação entre os resultados ex vivo e in vitro. Estudos adicionais são necessários para definir a correlação entre achados ex vivo e in vivo na tentativa de reduzir os testes em animais.
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