Broncopneumonia por Streptococcus equi subsp zooepidemicus em um equino com inalação de grimpa de Araucaria angustifolia
Molossi, Franciéli AdrianePont, Tainah Pereira DalEchenique, Joana Vargas ZilligAlmeida, Bruno Albuquerque deLopes, Bruna CorreaMachado, Guilherme AlbertoDriemeier, DavidPavarini, Saulo Petinatti
Problemas respiratórios devido a corpos estranhos (CEs) traqueobrônquicos são incomuns em equinos, embora cavalos em pastagem possam eventualmente aspirar CEs, como galhos de Araucaria angustifolia. Um potro Crioulo, 1,5 anos, apresentou hemoptise, dispneia, inquietação e temperatura retal de 40,9 ºC. O hemograma revelou intensa neutropenia, monocitose, trombocitopenia e hipoproteinemia. O tratamento foi realizado, mas sem sucesso. Na cavidade torácica, foi observada grande quantidade de líquido avermelhado livre (hemotórax). Os pulmões estavam difusamente consolidados, predominantemente cranioventral e com discreta deposição de fibrina sobre a superfície pleural. O brônquio principal direito estava obliterado por um ramo de pinheiro de Araucaria angustifolia com 18 cm de comprimento. Microscopicamente, notou-se necrose de coagulação pulmonar difusa com hemorragia severa, infiltrado inflamatório neutrofílico marcado, numerosos agregados bacterianos cocoides e pleurite fibrinosa. Fragmentos de pulmão foram submetidos ao isolamento bacteriológico e abundante crescimento misto com predominância de Streptococcus equi subsp. zooepidemicus foi observado. A inalação de grimpas de pinheiro não é comumente relatada em equinos, mas deve ser incluída nos diagnósticos diferenciais de pneumonia e deve-se ter atenção ao introduzir cavalos no campo com a presença da planta.
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