Zonas de exclusão para aplicações de 2, 4-D próximas a campos de tabaco
Noguera, Matheus MachadoAvila, Luis Antonio deZimmer, MarceloBecker, RafaelEgewarth, KlausCamargo, Edinalvo Rabaioli
O aumento no uso do 2,4-D é esperado, uma vez que as culturas tolerantes foram aprovadas para uso no Brasil, o que pode afetar negativamente culturas importantes, como o tabaco. Nosso objetivo foi determinar a distância segura entre aplicações de 2,4-D e lavouras de tabaco, considerando a contaminação do herbicida no produto colhido. Um experimento de campo foi realizado, utilizando aplicação de 2,4-D perpendicularmente à direção do vento, com pulverizador tratorizado. A deriva do herbicida foi coletada plantas de tabaco colocadas em vários pontos (-50 até 400 metros da zona de aplicação), seguindo três esquemas: a) 0 a 0,5 horas após a aplicação (HAT); b) 0 a 24 HAT; e c) 0,5 a 24 HAT. As condições ambientais foram registradas. Foi quantificado o herbicida em folhas de tabaco. A deriva foi detectada até 200 m em 2015 e até 150 m em 2016. A volatilização ocorreu em ambos os anos, pois o 2,4-D foi detectado em plantas transportadas para o campo após a aplicação. As condições ambientais em 2015 favoreceram o movimento fora do alvo (maior velocidade do vento e temperatura do ar e menor umidade). Esses resultados indicam que uma zona de exclusão de 100 metros é suficiente para diminuir significativamente as chances de contaminação do tabaco acima do limite tolerado e, destaca a importância das condições ambientais nos processos de transporte do 2,4-D em condições de campo.
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