Suplementação de progestágenos no pré-parto em suínos: estratégia para facilitar assistência aos leitões e evitar partos precoces
Laboratório de Reprodução AnimalHaas, Cristina SangoiLaboratório de Reprodução AnimalSantos, Monike Quirino dosLaboratório de Reprodução AnimalRovani, Monique TomazeleDepartamento de Medicina Animal, Faculdade de VeterináriaSantos, Joabel Tonellotto dosDepartamento de Medicina Animal, Faculdade de VeterináriaMellagi, Ana Paula GonçalvesDepartamento de Medicina Animal, Faculdade de VeterináriaBortolozzo, Fernando PandolfoLaboratório de Reprodução AnimalGasperin, Bernardo GarzieraDepartamento de Clínica de Grandes AnimaisGonçalves, Paulo Bayard Dias
RESUMO: Como a duração da gestação de suínos pode ter ampla variação, é comum a ocorrência de partos antecipados ou gestações prolongadas. Isso aumenta as chances de partos sem assistência e leva a uma grande variação de idade dos leitões dentro do lote de produção. Portanto, a supervisão do parto é indispensável para reduzir as perdas neonatais. Para facilitar o auxílio aos leitões, a indução do parto com prostaglandina F2α (PGF) é eficaz e amplamente utilizada, sendo indicada para concentrar os partos em momentos mais adequados, preferencialmente durante o horário com maior disponibilidade de colaboradores. Uma alternativa viável é manipular o momento do parto, através da manutenção de níveis plasmáticos elevados de progestágeno durante o final da gestação, a fim de evitar partos antecipados. Formas eficientes de evitar o parto através de suplementação oral de progestágenos foram descritas há décadas, mas apenas recentemente tem sido cogitada a utilização comercial. A presente revisão aborda estudos disponíveis na literatura relacionados ao protelamento do parto, incluindo a utilização de dispositivos intravaginais (DIVs) impregnados com progestágeno. São poucos os dados disponíveis relacionados ao uso de progestágenos na gestação com índices produtivos e reprodutivos. Portanto, alguns pontos ainda devem ser melhor avaliados, especialmente com relação à determinação da sincronia dos partos após o fim da suplementação com progestágenos, à viabilidade dos neonatos e à fertilidade subsequente das fêmeas antes da ampla adoção desta técnica.
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