Laparocistotomia para correção de urolitíase vesical em equino: relato de cirurgia a campo
Moraes, Isadora David Tavares deCarvalho, Sérgio AssisQueiroz, Paulo José BastosSilva, Luiz Antônio Franco daRabelo, Rogério Elias
A urolitíase é uma condição rara, mas considerada de emergência na rotina de equinos. Este trabalho relata um caso de correção de urolitíase vesical em equino pela técnica cirúrgica de laparocistotomia parainguinal a campo. Para isso, foi realizado atendimento de um equino macho, sem raça definida, com histórico de disúria e hematúria exacerbada após exercício. Após realização de exame clínico, a suspeita diagnóstica de urolitíase vesical foi confirmada por meio de ultrassonografia transretal, sendo indicado o tratamento cirúrgico. Diante da impossibilidade de realização do procedimento em centro cirúrgico, optou-se por operá-lo em condições a campo. Para o acesso à cavidade abdominal, optou-se pela laparotomia parainguinal. A bexiga foi localizada e esvaziada por punção. Procedeu-se cistotomia para remoção do urólito, seguida da lavagem da bexiga com solução fisiológica para remoção de possíveis detritos. A cistorrafia foi realizada em dois planos de sutura do tipo Schmieden-Cushing, com fio absorvível sintético, seguida pela laparorrafia. O pós-operatório consistiu em curativos diários da ferida cirúrgica, duchas e administração de antimicrobiano e anti-inflamatório. Conclui-se que o exame ultrassonográfico foi fundamental para o correto diagnóstico e que a escolha da técnica cirúrgica de laparocistotomia parainguinal realizada a campo oferece resultados satisfatórios para o tratamento de equino com urolitíase vesical.
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