Aspectos hematológicos e sazonais da infecção natural por Hepatozoon ssp. em cães no sertão da Paraíba
Garrido, Amaira Casimiro do NascimentoSilva, Welitânia InáciaSousa, Francisco Fredson deDantas, Jessica VieiraDuarte, Amélia Lizziane Leite
O objetivo deste trabalho foi realizar um levantamento casuístico de diagnósticos de Hepatozoon durante 2018 e 2019, enfatizando os aspectos hematológicos de maior incidência relacionados aos animais e a sazonalidade. A pesquisa foi realizada no Laboratório de Patologia Clínica do Hospital Veterinário do Instituto Federal da Paraíba e em um laboratório veterinário particular, localizado no município de Sousa/PB. Os dados foram obtidos através de uma avaliação retrospectiva de hemogramas realizados em 718 amostras de cães, provenientes da zona urbana e diagnosticados para Hepatozoon spp. Verificou-se que 35 (4,8%) cães foram positivos, a partir da visualização de gamontes parasitando neutrófilos. Dentre esses animais infectados, 16 (45%) eram fêmeas e 19 (55%) eram machos. Em relação à idade, houve predominância em animais jovens com até três anos, totalizando 25 (72%) animais. A infecção natural por Hepatozoon spp. foi superior na estação mais seca, entre os meses de janeiro e maio. Os aspectos hematológicos foram variáveis nos animais infectados, onde os mais observados foram: anemia em 23 (65%); trombocitopenia em 14 (40%); leucocitose por neutrofilia em 11 (31%) e hiperproteinemia em 11 (31%) dos animais. Conclui-se que a prevalência da infecção por Hepatozoon spp. foi de 4,8% em cães na região urbana do Sertão Paraíbano, destacando-se o período dos meses mais quentes, com ocorrência maior em cães sem raça definida (SRD), sem predileção por sexo e idade. Os achados hematológicos entre os animais infectados foram variáveis, com maior frequência de anemia, trombocitopenia, leucocitose e hiperproteinemia.
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