O que há de novo em castração química de animais machos?
Quessada, Ana MariaRamalhais, AlyssonSilva, Thainá Pizane daSantos, Giuliana Cavalcanti dosRibeiro, Rita de Cássia Lima
A castração é um dos procedimentos mais realizados na prática clínica veterinária. A castração química é um método não invasivo, que leva à redução total ou parcial da produção de espermatozoides, causando disfunção reprodutiva. Tal procedimento apresenta vantagens como baixo custo, simplicidade e possibilidade de esterilização de um grande número de animais. Neste artigo realiza-se uma revisão atual (a partir de 2016) sobre castração química em animais como uma alternativa viável para castrar machos. Foram resgatados artigos que descrevem castração química em diversas espécies. A técnica de castração química na maioria das vezes é realizada com anestesia local e inclui a introdução de substâncias no interior dos testículos com a utilização de seringas e agulhas. Várias substâncias podem ser utilizadas para realizar castração química em animais. As mais empregadas na prática são cloreto de cálcio e cloreto de sódio hipertônico. A principal desvantagem da castração química se relaciona à dor produzida pela injeção de uma substância no interior do testículo. Ocorre edema e processo inflamatório, mas são transitórios. Concluiu-se que a castração química é uma técnica viável para ser utilizada em animais machos. Pode ser empregada em animais de produção, especialmente para os pequenos produtores. Além disso, pode ser útil no controle populacional de cães e gatos. São necessários mais estudos com fármacos, doses e espécies diferentes, inclusive estudos a longo prazo que devem enfocar especialmente a reversibilidade do método, a carcinogênese e as alterações comportamentais.
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