Uma nova perspectiva sobre organização social em cães: modelo contingencial
Silva, Diogo Cesar Gomes daMoraes, Fernanda Corrêa GonçalvesMoraes, Emmanuelle LimaSabino, José
A domesticação alterou significativamente a capacidade cognitiva dos cães e permitiu que certos comportamentos sociais fossem selecionados e garantissem uma grande variação de possibilidades na organização e interação social destes animais. Juntamente com o diferencial de um ambiente compartilhado com a espécie humana, e diante do crescente interesse científico em compreender a cognição canina, vários modelos teóricos têm sido utilizados para respaldar a dinâmica da organização social canina, incluindo nossa relação com eles. Desde os primeiros modelos estabelecidos pela Etologia, inspirados na teoria transicional, até o modelo de hierarquia de dominância, as atuais tentativas de explicar a complexidade social canina parecem distantes de solucionar ou equalizar o que as evidências científicas vêm demonstrando sobre esta espécie em termos sociais. Mesmo após a desconstrução dos modelos de dominância, até o surgimento de alternativas teóricas, a emergência de teorias que possam formular uma nova visão que atenda a complexidade social dos cães é necessária Diante disso, este artigo propôs uma discussão da organização social canina na perspectiva do Behaviorismo Radical de Skinner, para a construção de um modelo denominado contingencial. Tal modelo pressupõe a capacidade múltipla dos cães em adaptar-se ao ambiente social partilhado com o homem e a partir da teoria Comportamental estabelecer as bases das dinâmicas sociais envolvendo a organização intra e interespécie por meio das habilidades sociais que irão compor os efeitos contingenciais sociais.
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