Estrutura visceral de bubalinos alimentados com alto grão
Picanço, Yasmin dos SantosPantoja, Jéssica de CarvalhoBarbosa, Daniel ParenteDias, Ana Beatriz SilvaPassos, Carla Tatiane SeixasNeves, Kedson Alessandri LoboLima, Ronaldo Francisco de
O objetivo desse trabalho foi avaliar parâmetros morfológicos do trato gastrointestinal de bubalinos submetidos a dietas de alto grão, pouco conhecida, e dieta convencional com adição de forragem. Dez bubalinos foram submetidos a 79 dias de confinamento, sendo 16 de adaptação e 63 de comparação. Avaliou-se dietas com 100% concentrado, utilizando milho grão inteiro e núcleo proteico e mineral, e dieta com 70% de concentrado, utilizando milho grão moído mais forragem e núcleo proteico e mineral. As dietas foram isoproteícas. O delineamento experimental foi em blocos casualizados e os animais blocados por peso. Os dados avaliados foram: peso dos animais ao abate, peso de ruminorreticulo, peso do intestino grosso e delgado, área e comprimento de papila ruminal, número de papilas ruminais por cm², área de superfície de absorção de ruminorreticulo. Os dados foram analisados pelo Proc GLM do SAS considerando efeitos de blocos e tratamento. Uma correlação de Pearson com todas as variáveis analisadas foi realizada. O peso médio dos animais, peso do ruminorreticulo, peso do intestino grosso e área do rúmen foram de 394,3 kg, 7,65 kg, 5,85 kg e 9,41 m respectivamente. O peso de intestino delgado foi maior para os animais que receberam dieta de grão total (4,9 vs 4,7 kg, P=0,04). Houve correlação positiva entre peso vivo dos animais e peso do ruminorreticulo; área de papila e comprimento de papila; e peso do intestino grosso e papilas por cm². Dietas com alto grão para bubalinos em confinamento apresentaram redução do trato gastrointestinal, porém com pouca diferença estatística.
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