Avaliação radiográfica da displasia coxofemoral em cães
Carneiro, Rafael KretzerBing, Rafaela ScheerFerreira, Marcio Poletto
A articulação coxofemoral é composta por duas estruturas osteoarticulares: a cavidade acetabular e o fêmur. A displasia é uma das doenças ortopédicas mais frequentes desta região e acomete, principalmente, cães de grande porte. A displasia é uma das doenças ortopédicas mais frequentes dessa região e acomete, principalmente, animais de grande porte. É caracterizada por frouxidão articular, formação anormal do quadril e doença articular degenerativa. Apresenta alta herdabilidade e os fatores ambientais contribuem para a expressão fenotípica e a gravidade do distúrbio. Claudicação, dor e redução na amplitude do movimento da articulação são os principais sinais clínicos, no entanto, a apresentação clínica pode ser variável. A radiografia pélvica e a avaliação clínica são os principais métodos para se diagnosticar a doença. Inúmeras técnicas radiográficas podem ser utilizadas no diagnóstico. A projeção ventrodorsal do quadril com os membros posteriores estendidos é usada pela Orthopedic Foundation for Animals (OFA), Fédération Cynologique Internationale (FCI) e British Veterinary Association/Kennel Club (BVA/KC). Contudo, os métodos Pennsylvania Hip Improvement Program (PennHIP), Dorsolateral Subluxation Score (DLS), Flückiger Subluxation Index e Dorsal Acetabular Rim utilizam outras projeções e avaliam a frouxidão articular com intuito de diagnóstico precoce desta afecção. Objetivou-se com este artigo descrever as principais metodologias radiográficas utilizadas para avaliação e diagnóstico da displasia coxofemoral em cães, bem como suas vantagens, desvantagens e limitações de cada técnica.
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