VETINDEX

Periódicos Brasileiros em Medicina Veterinária e Zootecnia

p. 37-44

Efeito do uso de eCG em protocolo de inseminação artificial em tempo fixo em vacas mestiças leiteiras

Gomes, Dyego SoaresBezerra, Sabrina Tainah da Cruz SilvaSilva, Lourivaldo Rodrigues da

No Brasil, cerca de 5% do rebanho bovino é reproduzido através da biotecnologia de inseminação artificial (IA). O sucesso da IA depende de fatores inerentes à fêmea, ao sêmen e a habilidade do inseminador. Dentre os fatores inerentes a fêmea destaca-se: escore corporal, estado sanitário, estado reprodutivo e protocolo hormonal utilizado. A literatura relata diferentes resultados entre os diversos protocolos hormonais. Desta forma, este trabalho teve por objetivo verificar a eficácia do uso do eCG em protocolos de inseminação artificial em tempo fixo (IATF) em bovinos. Foram utilizadas vacas mestiças Girolando (n=4886), com peso médio de 500kg, as quais foram divididas em dois grupos, IATF 1 (n=2,535) e IATF 2 (n=2,351). Os dados das amostras foram coletados dasUnidades Produtoras de Leite (UPLs), as quais fazem parte do complexo leiteiro da Fazenda. As vacas foram divididas em dois grupos, IATF 1 e IATF 2 a cada trimestre. Ambos os protocolos de IATF foram realizados durante um período de dez dias. No dia 0 foi administrado o implante intrauterino impregnado com progesterona (1g), o qual permaneceu durante oito dias e administrado 2 mL de Benzoato de Estradiol pela via intramuscular. Após a remoção do implante no D8, administrou-se por via intramuscular 2 mL de prostaglandina F2α (PGF2α) juntamente com 1 mL de Cipionato de Estradiol. Nas fêmeas IATF 1 com folículos menos desenvolvidos aplicou-se 2 mL de gonadrotofina coriônica equina (eCG) por via intramuscular. Concluiu-se que a utilização de eCG elevou as taxas de fertilização em vacas com folículos menores, porém foi desnecessário para as fêmeas que apresentaram condições uterinas normais.

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