A cistite idiopática felina: o que devemos saber
Xavier Júnior, Francisco Antônio FélixDutra, Marrie da SilvaFreitas, Mateus MendesMorais, Glayciane Bezerra deViana, Daniel de AraújoEvangelista, Janaina Serra Azul Monteiro
A cistite idiopática felina (CIF) é uma enfermidade que comumente afeta gatos domiciliados, sendo uma das principais causas da doença do trato urinário inferior (DTUIF). O objetivo dessa revisão de literatura é abordar os aspectos gerais sobre a CIF, dados atuais sobre a epidemiologia, fisiopatologia, formas de diagnóstico e terapia, indicados para essa patologia que tanto acomete os felinos. As causas da CIF são pouco conhecidas e sua fisiopatologia é incerta, envolvendo associação entre estímulos estressantes e a resposta do eixo hipotálamo-hipófise-adrenal e sistema nervoso simpático em gatos susceptíveis. Durante o desenvolvimento do quadro clínico a CIF caracteriza-se pela presença de sinais clínicos recorrentes como periúria, hematúria, disúria, estrangúria, polaquiúria, anúria, anorexia, hiporexia, êmese, apatia, diarreia, isolamento, lambedura excessiva na região perineal e abdome caudal, bem como a remoção de pelos da cauda. O diagnóstico é realizado através de anamnese, sinais clínicos, investigação detalhada através de exames laboratoriais e de imagem que possibilitem a exclusão de outras causas de DTUIF. O tratamento tem como objetivo reduzir a gravidade dos sinais clínicos e aumentar o intervalo entre a ocorrência dos quadros clínicos e, devido à sua fisiopatologia multifatorial, torna-se interessante realizar um tratamento multimodal. Assim, a terapêutica torna-se variável conforme os sinais clínicos apresentados pelo paciente, visando principalmente, o restabelecimento do fluxo urinário e analgesia. Além disso, devem ser realizadas melhores adaptações ao manejo do animal, bem como a adoção de medidas que aumentem a ingestão hídrica e minimizar fatores estressantes que possam contribuir para recorrência do quadro clínico.
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