Ranicultura: novos desafios e perspectivas do mercado
Oliveira, Elenise Gonçalves de
A ranicultura nos 80 anos de atividade no Brasil contou com a perseverança e determinação de pesquisadores e produtores. No Brasil a ranicultura é baseada exclusivamente na rã-touro (Lithobates castebeianus), espécie originária da América do Norte. As regiões Norte e Nordeste do Brasil apresentam condições climáticas muito favoráveis à exploração de rãs, porém a produção e o mercado consumidor estão concentrados nas regiões Sudeste e Centro Oeste e vem se expandindo para a região Sul. A atividade após viver grande expansão nos anos 1970 e 1980, enfrentou grandes desafios nos anos 1990 e 2000, o que levou a retração da produção e mercado. Já a década de 2010 tem sido marcada por perspectiva de expansão da atividade, com novas aberturas de mercado e retomada das exportações; aumento dos investimentos do setor privado; adoção de sistemas integrados, com a participação de vários produtores na cadeia produtiva; uso de rações comerciais (mesmo que elaboradas com base nas necessidades de peixes); aprimoramento das instalações e manejo; adoção de técnicas de indução à desova, com maior controle da reprodução; aumento de produtividade; diversificação de produtos destinados ao consumo humano e aproveitamento de subprodutos. Esses avanços levam os produtores que almejam fidelizar o cliente e se expandir, a perseguirem outras metas, entre as quais estão: aumentar o marketing; intensificar programas de melhoramento e sanidade; dispor de ração com base nas necessidades das rãs; regularizar a oferta do produto e reduzir os preços.
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