Enriquecimento ambiental e bem-estar de animais de zoológicos
Garcia, Liane Cristina FerezBernal, Francisco Ernesto Moreno
O homem mantém animais em cativeiro desde a antiguidade, prática sustentada pelas mais diversas razões, que se modificaram com o decorrer do tempo, acompanhando a evolução da sociedade humana. O crescimento urbano e a expansão das atividades agropecuárias limitam as áreas de ocorrência natural de muitas espécies, que acabam resgatadas e muitas vezes destinadas ao cativeiro, que é também uma ferramenta para programas de conservação dessas espécies, desenvolvendo pesquisa e reprodução. A privação da vida em ambiente natural, no entanto, provoca uma série de impactos negativos, especialmente sobre o comportamento dos animais, que passam a expressar padrões anormais, como transtornos e estereotipias, indicando queda nos níveis de bemestar animal e presença de estresse. As instituições modernas, com objetivo de minimizar os efeitos nocivos do cativeiro, empregam um conjunto de técnicas, chamado enriquecimento ambiental, que visa estimular os animais a desempenharem comportamentos naturais, aumentando a complexidade dos ambientes e melhorando as condições de manejo. Os efeitos do enriquecimento ambiental podem ser avaliados com base em parâmetros comportamentais ou fisiológicos, por meio da análise de hormônios relacionados ao estresse. A presente revisão apresenta um breve histórico das atividades desenvolvidas em cativeiro com intuito de elevar os níveis de bem-estar, abordando as principais técnicas utilizadas e estudos relevantes sobre o assunto, que permitem concluir a importância desse conjunto de técnicas na elevação da qualidade de vida dos animais cativos em zoológicos.
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