Clonagem animal: a sobrevivência dos mais aptos
Bertoloni, Luciana RellyFeltrin, CristianoGaudencio-Neto, SaulMartins, Leonardo TondelloTavares, Kaio César SimianoRodrigues, Victor Hugo VieiraAguiar, Luis HenriqueCalderon, Carlos Enrique MéndezAlmeida, Juliana LopesAlmeida, Anderson PintoCarneiro, Igor de SáCosta, Ana Karoline FreireRios, Débora BarbosaMoraes-Junior, Felipe de JesusSouza, Maria da ConceiçãoCosta, Renna Karoline EloiMorais, Arthus SalesGirão-Neto, Francisco Xavier AndradeSchütz, Luis FernandoBertolini, Marcelo
A clonagem animal por transferência nuclear de célula somática (TNCS) apresenta inúmeras aplicações científicas e comerciais, incluindo a produção de animais transgênicos, a preservação de animais de genética desejável, rara ou em extinção, ou mesmo a aplicação para o estudo de aspectos básicos em biologia molecular, celular e do desenvolvimento. Não obstante, a clonagem por TNCS ainda é ineficiente, com menos de 5% dos embriões clones produzidos resultando em animais nascidos vivos. O sucesso na clonagem exige o exímio domínio técnico e científico de várias disciplinas e áreas de conhecimento, havendo pelo menos cinco etapas críticas no processo associadas a falhas de desenvolvimento, desde a produção in vitro dos embriões até o nascimento de um animal viável. A identificação de fatores associados às falhas em cada etapa, em especial aqueles relacionados ao oócito receptor (citoplasto), à célula doadora (carioplasto) e aos procedimentos técnicos per se de produção de embriões clones, além da observação cuidadosa dos sinais de anormalidades subsequentes à transferência dos embriões para fêmeas receptoras, é essencial para a optimização de todos os procedimentos para a obtenção, em seu final, de um animal clonado viável e que sobreviva até a vida adulta. Esta revisão visa descrever alguns eventos técnicos e biológicos associados ao sucesso e/ou insucesso da clonagem animal.
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