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Periódicos Brasileiros em Medicina Veterinária e Zootecnia

Análise comparativa entre dois sistemas de cultivo de soja transgênica desenvolvidos em Sulina-PR na safra 2019/2020

Bavaresco, Thalia VenzonMoraes, Marcelo Lopes de

Considerando um contexto marcado pela crescente demanda global por alimentos de alto valor nutritivo, a exemplo da soja e seus derivados bem como pelo surgimento de biotecnologias capazes de ampliar a produtividade agrícola por meio do cultivo de plantas geneticamente modificadas, o objetivo desta pesquisa consiste na estimação, análise e comparação dos custos de produção e da lucratividade associados ao cultivo de duas gerações ou categorias de soja transgênica disponíveis no mercado, a saber, Roundup Ready (RR) e Intacta RR2 Pro (IPRO). A soja RR constitui a primeira geração de soja transgênica, enquanto a soja IPRO representa a segunda geração da oleaginosa geneticamente modificada, sendo considerada mais produtiva, porém, exige, em contrapartida, para seu cultivo, o pagamento de royalties, o que pode onerar o custo de produção agrícola. A hipótese adotada é que o cultivo da soja IPRO propor-ciona lucratividade superior à do cultivo da soja RR, em virtude de seu potencial de ampliação da produtividade. Para alcançar o objetivo proposto, foi realizado estudo de caso que consistiu no acompanhamento de todo o processo de cultivo da oleaginosa em duas propriedades rurais no município de Sulina-PR, na safra 2019/2020. Assim, foram identificados os principais custos variáveis de produção relacionados aos insumos e operações mecanizadas demandadas, bem como a produtividade e a lucratividade proporcionadas pelos dois cultivos. Os resultados da pesquisa revelaram que ambos os sistemas de cultivo estudados foram viáveis economicamente para os produtores analisados na referida safra, sendo o custo total de produção relacionado ao cultivo da soja transgênica IPRO superior ao do cultivo da soja RR. Quanto aos lucros verificados, estes também foram superiores no caso do cultivo detentor da biotecnologia IPRO, em decorrência da maior produtividade gerada, o que corroborou a hipótese adotada.

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