Salinidade do solo em ambiente protegido
Azevedo, Leandro Cardoso deOliveira, Alessandra Conceição deMartins, Ingrid Caroline SantosSilva, Valéria Lima daRibeiro, Cleberson de Sousa
Por muito tempo, a exploração dos sistemas agrícolas em sua totalidade vem associado ao manejo inadequado dos agroecossistemas. Um dos problemas que afetam o processo de produção agrícola é a salinização do solo, pois elevados níveis de salinidade dificultam a absorção de água e nutrientes pelos vegetais convertendo-se em problemas de ordem nutricional, toxicológico, físico, químico, biológico e, em casos mais extremos, a salinidade do solo pode desencadear outro processo conhecido como desertificação, tornando o solo inapropriado para o cultivo. No ambiente protegido, o principal meio de adubação é a fertirrigação, cujas causas da salinidade são evidenciadas pelo uso excessivo de fertilizantes e pela má qualidade da água de irrigação que provém em sua maioria de poços com alto teor de cloreto de sódio (NaCl). Diferentemente do que ocorre em cultivos a campo, que há entrada de água, por meio da precipitação natural, a água que entra no ambiente protegido provém unicamente da irrigação, precipitação artificial, onde o método da irrigação localizada é utilizado pela maioria dos produtores. A salinização em ambiente protegido é independente das condições climáticas ou do tipo de solo empregado no cultivo, uma vez que ocorre um aumento da condutividade elétrica da solução do solo aliada a altas doses de adubos que proporcionam o acúmulo de sais na superfície. O presente trabalho teve como objetivo abordar por meio de uma revisão de literatura, os principais fatores que promovem o processo de salinização do solo em ambiente protegido.(AU)
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