Técnicas de necropsia para ruminantes
Paixão, Tatiane Alves daBaêta, Silvia de Araujo FrançaMoreira, Larissa Giannini AlvesFreitas, Daniele Cristine de OliveiraBezerra, Lorena SantosAmaral, Camila IssaMelo, Fabrício GomesSantos, Renato de Lima
O exame de necropsia ou post mortem é uma ferramenta diagnóstica prática e acessível que deve ser sempre utilizada na medicina veterinária como importante etapa do processo de diagnóstico, seja em clínicas e hospitais, seja a campo. A necropsia completa é a forma mais rápida de se chegar ao diagnóstico definitivo, e, quando não for possível defini-lo com os achados macroscópicos, tem-se a oportunidade de coletar amostras para laboratórios especializados com o objetivo de se obter o diagnóstico final (Peixoto e Barros, 1998; França et al., 2012; King et al., 2014). Na clínica de ruminantes, o exame post mortem é importante para diagnóstico de doenças do animal e, principalmente, de rebanho. A criação dos ruminantes em rebanho facilita a disseminação de agentes infecciosos, parasitários, bem como a manifestação de doenças nutricionais, metabólicas ou tóxicas que afetem diversos indivíduos. O diagnóstico de uma doença, obtido por necropsia de um único animal, pode orientar medidas de tratamento e profilaxia para uma doença específica, beneficiando um rebanho inteiro e, assim, evitando perdas econômicas significativas (França et al., 2012). A necropsia deve ser completa, ou seja, todos os órgãos devem ser cuidadosamente e sistematicamente examinados. Portanto, é importante adotar uma sequência lógica para a remoção e a inspeção de órgãos para que possam ser minuciosamente e devidamente examinados, de tal forma que o médico veterinário ou o patologista possam obter o máximo de informações possível durante o procedimento (França et al., 2012). É fundamental que, durante todo o procedimento necroscópico, desde a ectoscopia, as alterações observadas sejam anotadas para que posteriormente sejam compiladas, o que poderá ajudar a estabelecer diagnósticos morfológicos e a causa da morte (Brownlie e Munro, 2016).(AU)
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