VETINDEX

Periódicos Brasileiros em Medicina Veterinária e Zootecnia

p. 169-185

A extensão em aquacultura aplicada à produção de peixes ornamentais

Ramirez, Matheus AnchietaSantos, Nayara Netto dosBalloute, Gabriel Rivetti Rocha

Historicamente a atividade agropecuária é relacionada à produção de alimentos e de outros gêneros de primeira necessidade para as sociedades. Desse modo, a atividade rural foi sendo concebida como atividade rústica, primária, em que seus produtos, destituídos de beleza ou senso estético, destinaram-se ao consumo alimentar ou teriam um fim utilitário de primeira necessidade e de baixa elaboração. Nesse mesmo sentido, o processo de modernização agrícola, guiada pelos princípios da Revolução Verde, nas décadas de 1950 e 1960, buscou a elevação da produtividade das culturas em processo de crescente padronização, o que, alinhado à crescente globalização das economias, fez com que os artigos agrícolas se comportassem como commodities nos mercados internacionais. Sob esse aspecto, os produtos agropecuários foram perdendo suas características individuais, específicas, regionais, em prol da crescente padronização e uniformização. Criou-se, com isso, um modelo de produção agrícola hegemônico em escala global, sob a ideologia produtivista, que se convencionou chamar no Brasil de agronegócio (Oliveira et al., 2019a). Porém, esse modelo agrícola, que se difundiu em todo o mundo após a Segunda Guerra Mundial, gerou importantes impactos sociais e ambientais ligados à produção agrícola. À medida que a modernização agrícola avançou, essa foi associada à devastação ambiental e à dispensa crescente de mão de obra (Pessôa e Matos, 2005). Por outro lado, o desenvolvimento das sociedades capitalistas urbano-industriais fez com que importante parcela da população mundial residisse em áreas urbanas, tendo pouco contato com a natureza. Adicionalmente, o aumento da população humana foi associado à redução dos espaços de habitação e à verticalização desses (Santos et al., 2015).(AU)

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