Estudo epidemiológico retrospectivo de cães portadores de ruptura do ligamento cruzado cranial: 323 casos (1999 a 2005)
Matera, Julia MariaTatarunas, Angélica CecíliaOliveira, Renata MorisBrugnaro, MilenaMacchione, Renata Ferri
O objetivo do presente trabalho foi caracterizar a população de cãesportadores de ruptura do ligamento cruzado cranial (RLCC) parafatores considerados de risco como raça, idade, sexo e peso corporal.A base de dados consistiu de informações resgatadas de prontuáriosde 323 cães com diagnóstico de ruptura de ligamento cruzado cranialatendidos no Serviço de Cirurgia de Pequenos Animais do HospitalVeterinário da Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia daUniversidade de São Paulo em um período de 7 anos (1999 a 2005).Os resultados mostraram que as raças de maior prevalência foram oLeonberger (100%), Cane Corso (66,7%), Dogue de Bordeau (50%),Starffordshire Terrier (40%) e o Chow Chow (36%), estando ainda oRottweiler (11,6%) e o Labrador Retriever (8,1%) em 10º e 13º lugares,respectivamente. As idades de maior freqüência foram 2, 4, 3, 7 e 6anos (média = 5,58 anos). Fêmeas (59,14%) foram mais acometidasdo que machos (40,86%) e animais inteiros (76,15%) foram maisrepresentativos do que animais castrados (17,76%). Quanto ao peso,entre 6 e 15 kg (32,82%) seguido por animais entre 36 e 45 kg (17,03%).Pode-se observar que os dados em nosso meio tendem a seassemelhar com a literatura estrangeira: ocorrência da RLCC em animaismais jovens de raças de grande porte e gigantes, o Rottweiler comouma raça em comum a fêmea é mais representativa do que o macho.