VETINDEX

Periódicos Brasileiros em Medicina Veterinária e Zootecnia

p. 189-193

Epidemiologia da Leptospirose em animais silvestres na Fundação Parque Zoológico de São Paulo

Corrêa, Sandra Helena RamiroVasconcellos, Silvio ArrudaMorais, ZenaideTeixeira, Antoninho de AssisDias, Ricardo AugustoGuimarães, Marcelo Alcindo de Barros VazFerreira, FernandoFerreira Neto, José Soares

A Leptospirose é uma doença bacteriana de caráter zoonótico que afeta os animais domésticos, silvestres e o homem. Levantamentos sorológicos têm demonstrado o envolvimento de diferentes espécies sinantrópicas e silvestres na epidemiologia da doença. Com o objetivo de conhecer melhor a epidemiologia da Leptospirose dentro da Fundação Parque Zoológico de São Paulo, foi realizado um estudo sorológico nos animais silvestres mantidos em cativeiro, no período de 1996 a 1999. Foram colhidas amostras de sangue de 302 animais atendidos na rotina da Divisão de Veterinária, das quais 59 apresentaram resultado positivo (19.5 por cento) para a prova de Soroaglutinação Microscópica. Os sorovares mais prováveis para o conjunto total de resultados foram : copenhageni (15/59=25.4 por cento), pomona (13/59=22 por cento) e castellonis (10/59=16.9 por cento). Entre os animais silvestres examinados os sorovares mais prováveis foram : Família Callithrichidae : castellonis (3/3=100 por cento), Família cebidae : copenhageni : (13/21=65 por cento), grippotyphosa (2/21=9.5 por cento) e castellonis (1/21=44.7 por cento). Família felidae : pomona (12/17=70.5 por cento), icterohaemorrhagiae (2/17=11.7 por cento) e grippotyphosa (1/17=5.8 por cento), Família canidae : castellonis (2/4=50 por cento), cynopteri (1/4=25 por cento) e mini (1/4=25 por cento), Família cervidae : mini (1/1=100 por cento), Família bovidae : copenhageni (2/3=66.6 por cento), pomona (1/3=33.3 por cento), Família dasyproctidae : castellonis (2/3=66.6 por cento), Família macropodidae: sentot (1/1=100 por cento), família giraffidae : castellonis (1/1=100 por cento). Animais de vida livre como ratos (Rattus norvegicus) e gambás (Didelphis marsupialis) também foram submetidos a prova de soroaglutinação necroscópica e cultura bacteriológica. Foram encontrados testes positivos para o sorovar icterohaemorrhagiae em 42,8 por cento dos ratos e 40 por cento dos gambás estudados. As freqüências de positivos quando analisadas do ponto de vista da localização espacial dos recintos destes animais, permitiram a verificação da existência de áreas críticas para exposição à leptospira dentro da Fundação Parque Zoológico de São Paulo...

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