Inquérito sobre os casos de miíase por Cochliomyia hominivorax em cäes da zona sul do município do Rio de Janeiro no ano 2000
Cramer-Ribeiro, Bianca ChiganerSanavria, ArgemiroOliveira, Marcelo Queiroz deSouza, Fábio Silva deRocco, Fernanda da SilvaCardoso, Patrícia Giupponi
Um inquérito sobre os casos de miíase por larvas de Cochliomyia hominivorax (bicheira) em cäes atendidos durante o ano 2000, em 34 clínicas e consultórios veterinários da Zona Sul do Município do Rio de Janeiro, foi realizado para identificar os fatores predisponentes a esta enfermidade e, assim, contribuir na compreensäo de seus aspectos epidemiológicos e na sua prevençäo. Trinta e um estabelecimentos veterinários consultados atenderam pelo menos um caso de miíase em cäes durante 2000. Os cäes de raça definida, adultos e com pelagem longa e escura, residentes em casas, foram os mais acometidos, enquanto näo foi observada predileçäo por sexo. Os ouvidos foram o local do corpo mais afetado pelas miíases, devido a otites. Os meses mais quentes do ano foram mencionados como os de maior ocorrência. A maioria dos proprietários näo tentou tratar seus animais por conta própria e, com o tratamento adequado da ferida, prescrito pelo médico veterinário, o período de cura foi curto e näo houve complicaçöes durante e após o tratamento. Apesar das miíases serem consideradas uma conseqüência da negligência do proprietário, alguns cäes já tinham apresentado esta enfermidade anteriormente. Devem ser desenvolvidos programas preventivos baseados nos fatores predisponentes identificados em inquéritos, tais como características fenotípicas dos animais mais acometidos e locais do corpo mais afetados. Causas que favoreçam a instalaçäo de miíases, tais como otites e feridas diversas, devem ser controladas e a higiene ambiental deve ser mantida. Além disso, é necessária a intensificaçäo dos programas preventivos nos períodos de maior incidência da enfermidade
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