Tolerância de Hymenaea stigonocarpa mart. Ex Hayne. Ao glifosato
Faria, G. SCarlos, LVasconcelos-Filho, S. CFreitas, S. T. FLourenço, L. LSousa, A. C. DBessa, L. AVitorino, L. C
Hymenaea stigonocarpa Mart. ex Hayne possui folhas com epiderme adaxial e abaxial cobertas por uma cutícula muito espessa, além de estruturas anatômicas envolvidas na redução da quantidade de herbicida absorvida pelas plantas. Assim, testamos a hipótese de que H. stigonocarpa é potencialmente resistente ao herbicida glifosato, expondo as plantas a diferentes doses (0, 96, 240, 480 e 960 g a.e ha-1). Realizamos avaliações dos sintomas, anatomia, crescimento e fisiologia das plantas e descobrimos que a exposição ao glifosato afetou negativamente a altura e o número de folhas das plantas. A queda das folhas resultou em uma redução na capacidade fotossintética das plantas, que responderam investindo no diâmetro do caule. Apesar disso, não foram observados sintomas visuais de toxicidade de glifosato nas concentrações avaliadas, e testes histoquímicos não detectaram sinais de estresse oxidativo nas folhas, nem acúmulo de amido, indicando que a translocação de carboidratos não foi prejudicada. Esses resultados confirmam nossa hipótese de tolerância de H. stigonocarpa ao glifosato. Além disso, as plantas expostas às menores doses de glifosato (96 e 240 g ha-1) mostraram boas respostas de crescimento, fotossíntese, transpiração e potencial fotoquímico, indicando um efeito hormético nessa faixa de aplicação.
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