Tendência temporal e perfil epidemiológico dos acidentes causados por animais peçonhentos no Estado do Pará, 2018-2022
Santos-Capim, L. PMoreira-Sena, M. PTavares-Cohén, G. ABrito-Alves, B. CAndrade-Sales, CDias-Godoi, I. PAzevedo-Ribeiro, C. H. MFernandes-Vieira, J. LPereira-Sena, L. W
Acidentes envolvendo animais peçonhentos representam uma questão significativa de saúde pública no Brasil, com cerca de 140.000 casos relatados anualmente. O Pará, com suas vastas florestas e biodiversidade, apresenta altas incidências exacerbadas pelas interações humano-ambiente. Este estudo analisa a tendência temporal e o perfil epidemiológico de tais acidentes no Pará de 2018 a 2022. Foi realizado um estudo transversal utilizando dados do SINAN, empregando a regressão linear de Prais-Winsten para avaliar tendências temporais. As incidências foram estratificadas por sexo, faixa etária e local do acidente (rural, agrícola, trabalho, residencial, lazer). De 2018 a 2022, os acidentes em áreas rurais, particularmente agrícolas, aumentaram notavelmente, com um aumento de 40% no total. Homens de 20 a 39 anos foram os mais afetados. Março registrou consistentemente o maior número de casos, indicando um pico sazonal. Os acidentes envolvendo animais peçonhentos no Pará estão em crescimento, especialmente em áreas de expansão agrícola. Essa tendência destaca a necessidade de intensificar esforços de prevenção, educação pública e estratégias de tratamento eficazes, integrando medidas de saúde pública e gestão ambiental.
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