Potencial fitorremediador de mogno brasileiro (Swietenia macrophylla King) em exposição ao níquel: respostas anatômicas, bioquímicas e antioxidantes
Oliveira, T. J. MNascimento, V. RFigueiredo, E. L. PMonteiro, L. R. MBarros, L. T. CNogueira, G. A. SFreitas, J. M. NBarbosa, A. V. CNascimento, M. EOliveira Neto, C. F
O avanço e intensificação de atividades industriais e mineradoras tem gerado uma série de impactos sobre ecossistemas naturais, combinados ao uso inadequados de agroquímicos e o descarte errôneo de produtos eletrônicos, contribuem para contaminação de solos com uma diversidade de elementos químicos, entre eles os metais pesados. Devido a isto, este trabalho teve o objetivo de avaliar a o efeito das dosagens crescentes de níquel na anatomia, bioquímica e sistema oxidativo do mogno brasileiro (Swietenia macrophylla), espécie florestal da Amazônia, buscando indicar o potencial de uso desta espécie em programas de fitorremediação de solos contaminados com metais pesados. As sementes foram cultivadas sob temperatura constante de 28°C, umidade relativa do ar (UR) de 90% com fotoperíodo de 12h por 43 dias. O delineamento experimental utilizado foi blocos casualizados (DBC), com cinco tratamentos (0, 2, 4, 6 e 8 mg.L-1 de Níquel), com seis repetições. Os dados foram submetidos à análise de variância (ANOVA) e as médias foram testadas para diferenças significativas pelo teste Tukey a 5% de significância. Foi observado mudanças na anatomia dos diferentes órgãos, com diferenças nas células da região central da folha, no caule e na raiz. A concentração de carboidratos totais não teve diferenças estatísticas com a aplicação do níquel, porém foi observado mudanças nos pigmentos fotossintéticos, açúcares redutores e sacarose como forma adaptativa ao níquel. O aumento das dosagens de níquel foi acompanhado pela síntese de amônio, aminoácidos e prolina na raiz, em contra partida diminui-se a síntese de glicina. Já na folha, houve o aumento dos aminoácidos com o aumento do metal, acompanhado da diminuição de glicina. O sistema de defesa antioxidante de plantas foi eficiente para atenuar os efeitos tóxicos das EROs, com ações significativas das enzimas CAT e SOD na raiz, enquanto na folha teve ação principal da APX e CAT. O cultivo de plantas de mogno pode ser defendido para mitigar a poluição de Ni nessas áreas, já que esta espécie florestal possui uma característica particular de resistência às condições de estresse em contato com o metal pesado.
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