Custo adaptativo na germinação de Digitaria insularis (L) Fedde resistentes a herbicidas
Nunes, F. AMonquero, P. ASilva, P. VSchedenffeldt, B. FFranceschetti, M. BPereira, G. R
A Digitaria insularis é uma espécie de difícil controle devido a perenização, intensa formação de touceiras e ampla presença de biótipos resistentes a herbicidas. Objetiva-se testar a hipótese que os biótipos de D. insularis com resistência simples ou múltipla aos herbicidas possuem custos adaptativos que influenciam em sua germinação. Para se determinar o fator de resistência, foi realizado uma curva de dose resposta, aplicando isoladamente os herbicidas glyphosate e haloxyfop-P-methyl. O delineamento experimental utilizado foi inteiramente casualizado (DIC), constituído das 9 doses de cada herbicida para cada um dos biótipos, com quatro repetições. As avaliações de controle foram realizadas aos 14, 28 e 42 DAA e massa seca de parte aérea aos 100 DAA. O segundo estudo foi realizado em DIC, para mensurar a taxa de germinação em função da temperatura e fotoperíodo para cada período de luminosidade (0, 8 e 12 horas). Conduzido em câmaras de germinação, em esquema fatorial 6x3, com 6 diferentes temperaturas e 3 biótipos, respectivamente. As avaliações ocorreram até 14 DAA, onde foram realizadas as contagens das plântulas sadias. Calculou-se a porcentagem de germinação e o índice de velocidade de germinação IVG. Os resultados foram submetidos à análise estatística e através da curva de dose resposta foi confirmada a resistência e/ou suscetibilidade dos biótipos. Para os biótipos suscetíveis e com resistência simples, as temperaturas mais favoráveis para a germinação foram 20, 30 e 40 °C, nas quais se observaram as maiores porcentagens de germinação e um índice de velocidade de germinação mais elevado. Em contrapartida, para o biótipo com resistência múltipla, as temperaturas de 25, 30 e 35 °C foram mais favoráveis, promovendo resultados superiores em ambos os parâmetros estudados.
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