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Periódicos Brasileiros em Medicina Veterinária e Zootecnia

Atividades hepatoprotetora e antioxidante de um extrato rico em fenólicos da casca da castanha-do-brasil (Bertholletia excelsa H. B. K)

Silva, B. J. PSouza, R. O. SYamaguchi, K. K. LSilva, F. M. AKoolen, H. H. FVeiga Junior, V. FLima, E. S

O presente estudo determinou o potencial hepatoprotetor e antioxidante do extrato obtido de resíduos de castanha da Amazônia. A casca da noz marrom de Bertholletia excelsa foi coletada e extraída sequencialmente por 48 h com diversas proporções etanol:água e o extrato seco foi obtido pelo método de spray dryer. As atividades antioxidantes foram avaliadas testando radicais DPPH, ABTS, fenólicos totais, flavonóides e antioxidante celular. Posteriormente, foram realizados testes in vitro e in vivo para avaliar o efeito protetor do extrato após indução de danos hepáticos com CCL4. Foram avaliados parâmetros bioquímicos de lesão hepática e marcadores bioquímicos de estresse oxidativo e capacidade antioxidante. No estudo de espectrometria de massas foram identificados fenóis como ácidos protocatecuico, ácido gálico e ácido quínico, que contribuíram para a eliminação de radicais livres, reduzindo os níveis de DPPH e ABTS. O teste de viabilidade celular após tratamento com o extrato em células de fibroblastos humanos e hepatocarcinoma humano não mostrou citotoxicidade. Observou-se que o extrato inibiu a produção de radicais livres em fibroblastos humanos. A dosagem de 400 mg/kg foi a mais eficaz na redução dos níveis séricos de MDA. Houve redução significativa dos marcadores bioquímicos hepáticos em Hepg-2 com o extrato testado na concentração de 100 e 50 µg/mL e em ratos houve uma redução após a suplementação com o extrato na dose de 400 mg/kg, quando submetidos ao estresse oxidativo com CCl4. A partir dos resultados apresentados pode-se concluir que os resíduos de Bertholletia excelsa podem ser aplicados preventivamente contra a hepatotoxicidade através da prevenção do estresse oxidativo.

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