Efeitos do fogo na Mata Atlântica por meio de uma abordagem de composição, estrutura e funcional
Carvalho, L. Z. GMassi, K. GCoutinho, M. PMagalhães, V. D
Recentemente, algumas regiões do bioma Mata Atlântica têm sofrido com um aumento de incêndios, possivelmente modificando sua cobertura vegetal, composição, estrutura e funcionalidade. Compreender essas mudanças é imprescindível para avaliar as respostas, no presente e futuro, das florestas tropicais ao fogo. Assim, o objetivo do nosso estudo foi avaliar como a diversidade, estrutura e funcionamento das comunidades arbóreas diferem entre áreas queimadas e não queimadas. Dois fragmentos queimados e dois fragmentos não queimados foram selecionados para os levantamentos florísticos e fitossociológicos. Depois, foram calculadas a riqueza de espécies, o Índice de diversidade de Shannon, densidade da árvore e área basal, Índice de valor de importância para as espécies em cada uma das áreas e avaliamos a média de seis características funcionais (altura máxima da árvore, densidade da madeira, comprimento da folha, deciduidade foliar, tolerância a sombra e síndrome de dispersão). Diversidade, riqueza, densidade e área basal foram similares entre as áreas analisadas. Nós encontramos mudanças na composição florística, mas não foram verificadas variações nas características funcionais. Os resultados indicam que a recuperação pode ser rápida e que espécies pioneiras e secundárias iniciais estão ocupando as áreas queimadas cerca de nove anos depois. Um único incêndio antrópico, superficial e de baixa intensidade, pode interromper estágios avançados de sucessão e iniciar a nova dinâmica de substituição de espécies.
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