Anestesia ou epilepsia? Os efeitos de duas plantas amazônicas, Acmella oleracea e Piper alatabaccum em peixe-zebra (Danio rerio)
Leite, MTercya, HNascimento, B. GRodrigues, JSantos, RCosta, B. P. DNascimento, W. LLuis, Z. GLima-Maximino, MMaximino, CSiqueira-Silva, D. H
Atualmente, os anestésicos disponíveis para peixes podem produzir efeitos colaterais importantes, incluindo parada respiratória e sofrimento. Alternativas de fácil implementação e baixa toxicidade são necessárias para garantir a saúde dos peixes, bem como para auxiliar a pesca artesanal e os vendedores de pescado no manuseio e transporte do pescado, e as plantas nativas parecem ser a melhor alternativa. Nosso objetivo foi implementar um protocolo anestésico utilizando extratos etanólicos brutos de flores e folhas de duas plantas amazônicas, Acmella oleracea e Piper alatabaccum. Primeiro testamos os extratos para anestesia, usando o peixe-zebra como modelo. Embora em alguns tratamentos os animais aparentemente tenham entrado em anestesia profunda, muitos deles apresentaram comportamentos aberrantes e até morreram. Assim, realizamos novos experimentos testando os efeitos dos extratos em epilepsia dos peixes. Apenas o extrato de folhas de A. oleracea tem efeitos potenciais para anestesia de peixes. Tanto o extrato de flores desta planta quanto o extrato de folhas de P. alatabaccum induziram um comportamento semelhante a convulsões nos animais. Em conclusão, além de trazer um possível novo protocolo anestésico para peixes, nosso trabalho chama a atenção para os efeitos neurotóxicos que as soluções anestésicas podem causar, uma vez que vários estudos defendem outras espécies de Piper como anestésico para peixes e o extrato de flores de A. oleracea já foi apontado como anestésico para peixe.
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