Spatial distribution and abundance of nonindigenous coral genus Tubastraea (Cnidaria, Scleractinia) around Ilha Grande, Brazil
Paula, A. FCreed, J. C
A distribuição e abundância do coral azooxantelado Tubastraea Lesson, 1829 foram estimadas em diferentes profundidades e inferido seu ângulo preferencial de ocorrência em costões rochosos da Ilha Grande, Brasil. Tubastraea é um escleractínio ahermatípico introduzido no Brasil que, provavelmente, chegou incrustado em casco de navios e/ou plataformas de petróleo na década de 80. O coral exótico foi encontrado em uma extensão geográfica de 25 km no Canal Central da Ilha Grande. A abundância de Tubastraea foi quantificada em relação à profundidade usando três diferentes métodos: densidade de colônias e porcentagem de cobertura por estimativa visual e pontos de intersecção. O coral Tubastraea demonstrou ter ampla tolerância à temperatura e dessecação, sendo encontrado em águas muito rasas (0,1-0,5 m), apesar de haver substrato consolidado disponível em maiores profundidades em todas as estações amostradas. Em todas as estações 1-5 colônias foram mais freqüentemente encontradas em cada 0,25 m2, porém, ocasionalmente, mais que 50 colônias por 0,25 m2 foram encontradas, indicando um padrão de agregação na distribuição espacial deste coral. Tubastraea foi encontrado ocupando todos os possíveis ângulos de inclinação no Canal Central da Ilha Grande, porém, a maior parte das colônias foram encontradas ocupando ângulos entre 80-100°. Desta forma, a amplitude de inclinação de substrato e profundidades viáveis ao recrutamento do coral indicam que este organismo, de grande tolerância ecológica, tem a potencialidade de colonizar novas áreas e aumentar sua distribuição no Brasil.
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