Suplementação de prebióticos, probióticos e algas marinhas na dieta de tilápia juvenil
Ranzani-Paiva, Maria José TDias, Danielle de CarlaCavalcante, Raissa BertoncelloTelli, GuilhermeOshiro, ElianaIshikawa, Carlos MassatoshiPetesse, Maria LetiziaFernandez-Alarcon, Miguel FredericoNatori, Mariene MiyokoMoriñigo, Miguel AngelTapia, SilvanaHamed, Said BenTachibana, Leonardo
O objetivo deste estudo foi avaliar o uso de probióticos, mananoligossacarídeos (MOS) e algas marinhas na alimentação de juvenis de tilápia do Nilo (Oreochromis niloticus), analisando-se a taxa de crescimento dos peixes, os parâmetros hematológicos e imunológicos e a microbiota intestinal. Além disso, os peixes foram submetidos ao desafio experimental de infecção com Aeromonas hydrophila para avaliar a resposta imune. Juvenis de tilápia do Nilo (peso médio 8,86 ± 3,22 g) foram utilizados nos seis tratamentos com quatro repetições, durante 63 dias. Os tratamentos foram: controle com dieta basal; PAS-TR: dieta basal mais 0,04 g·kg-1 do probiótico (Bacillus cereus e Bacillus subtilis); MOS: dieta basal acrescida de 4,0 g·kg-1 do prebiótico manooligossacarídeo, 4,0 g·kg-1 do prebiótico Kappaphycus alvarezii. Mais duas dietas foram formuladas pela combinação de PAS-TR + MOS (4,0 +4,0 g·kg-1) e PAS-TR + KAP (4,0 +4,0 g·kg-1). Para o experimento de desafio, os peixes foram alimentados por 21 dias, infectados via injeção intraperitoneal com A. hydrophila (1 x 106 UFC mL-1), e a taxa de mortalidade foi registrada por 15 dias pós-infecção. Os resultados indicaram a capacidade do probiótico permanecer no intestino por 63 dias, e não foi inibido pela microbiota autóctone nem pelos prebióticos utilizados. Os aditivos alimentares testados para tilápia do Nilo não causaram efeito benéfico ou adverso no crescimento ou nas variáveis hematológicas avaliadas. No entanto, estes tratamentos protegeram os peixes da infecção por A. hydrophyla, comprovado pela maior taxa de sobrevivência e níveis relativos de proteção. Concluímos que o probiótico PAS-TR e os prebióticos MOS e KAP, combinados ou não como simbióticos, podem promover proteção imunológica e reduzir a taxa de mortalidade da infecção por A. hydrophyla.(AU)
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