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Periódicos Brasileiros em Medicina Veterinária e Zootecnia

Larvicultura de tilápia-do-nilo (Oreochromis niloticus) em sistemas de bioflocos e águas claras: masculinização com 17 α-metiltestosterona

Silva, Ugo LimaGomes Júnior, PlinioFalcon, Dario RochaNascimento, NivaldoShinozaki-Mendes, Renata Akemi

Foi avaliado o uso do hormônio 17α-metiltestosterona durante a larvicultura de tilápia-do-nilo em sistemas de bioflocos e águas claras. Adotou-se um delineamento experimental completamente casualizado com quatro tratamentos e quatro repetições: sistema de bioflocos sem incorporação de hormônio na dieta (BFT-D); sistema de bioflocos com incorporação de hormônio na dieta (BFT-H); água clara sem incorporação de hormônio na dieta (CLW-D); e água clara com incorporação de hormônio na dieta (CLW-H). A larvicultura foi realizada por 28 dias utilizando 16 caixas com capacidade de 15 L. A qualidade da água, o crescimento, a sobrevivência e a histologia gonadal foram avaliados. O sistema de bioflocos apresentou valores mais elevados para alcalinidade, sólidos suspensos totais, sólidos em suspensão sedimentáveis e turbidez (p< 0,05), no entanto não foi observada diferença (p > 0,05) no peso final, ganho de peso, fator de conversão alimentar, sobrevivência e taxa de crescimento entre os tratamentos. Desse modo, as pós-larvas de tilápia podem ser criadas com sucesso tanto em sistemas de bioflocos quanto em sistemas de água clara sem nenhum impacto negativo em seu desempenho zootécnico, o que pode aumentar a produção dessa espécie.(AU)

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