Enrichment of Artemia sp. with autochthonous probiotics at different levels in larviculture of piauçu Megaleporinus macrocephalus
Barros, Francisco Alex LimaDias, Joel Artur RodriguesAbe, Higo AndradeCosta Júnior, Keber SantosSousa, Natalino da CostaCordeiro, Carlos Alberto MartinsFujimoto, Rodrigo Yudi
A pesquisa investigou o efeito da suplementação dietética com Artemia sp. enriquecida com o probiótico autóctone Enterococcus faecium no desempenho do crescimento, modulação da microbiota, morfologia intestinal e resistência a bactérias patogênicas em larvas de Megaleporinus macrocephalus. O estudo avaliou quatro tratamentos (C: sem probióticos; T1: 1 × 104; T2: 1 × 106; e T3: 1 × 108 UFC·mL-1) em quadruplicata. As larvas (n = 160; peso = 5,3 ± 2,3 mg e comprimento = 3,73 ± 0,4 mm) foram distribuídas em recipientes de 16 L na densidade de 10 larvas·L-1 por 20 dias. Desempenho produtivo, sobrevivência, microbiologia e histologia intestinal foram medidos. As larvas também foram submetidas a desafio agudo contra a bactéria patogênica Aeromonas hydrophila. Os resultados mostraram que a suplementação com 1 × 108 UFC·mL-1 promoveu maior ganho de comprimento (13,78 ± 0,40 cm) e peso total (0,08 ± 0,002 g), maior contagem de bactérias lácticas e menor de heterotróficos totais nos intestinos (7,11 ± 0,30; 0,12 ± 0,09 log UFC·g-1, respectivamente) e maiores vilosidades (0,26 ± 0,03 µm). As dietas contendo probióticos influenciaram a resistência dos animais à infecção aguda, com menor mortalidade acumulada em T3 (33,33% ± 11,54%) e maior em C+ (93,33% ± 11,54%). Assim, a suplementação probiótica com a bactéria autóctone E. faecium(1 × 108 UFC·mL-1) proporciona melhora zootécnica, aumento de vilosidades e maior resistência a infecções.(AU)
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