VETINDEX

Periódicos Brasileiros em Medicina Veterinária e Zootecnia

p. 163-168

Avaliação comparativa in vitro da sensibilidade de Rhipicephalus (boophilus) microplus a acaricidas comercializados no município de Rolim de Moura, Rondônia, Brasil

Silva, RSantos, M. P. AFigueiredo, M. A. P

Objetivou-se avaliar in vitro a sensibilidade de Rhipicephalus (Boophilus) microplus aos acaricidas comercializados no município de Rolim de Moura, Rondônia, Brasil. Foram coletadas 400 partenóginas de R. (B.) microplus de bovinos naturalmente infestados, pertencentes a duas propriedades rurais. As partenóginas foram separadas em sete grupos homogêneos de 10 indivíduos cada, para análise dos perfis de sensibilidade ao diclorvós 45% + cipermetrina 5%, cipermetrina 15%, cipermetrina 20%, amitraz 12,5%, deltametrina 2,5% e fipronil 1% e o grupo controle. Foram adotados o Teste de Imersão de Adultos (TIA) e o Teste de Imersão de Larvas (TIL). Para cada grupo de 10 partenóginas foi determinado, o índice de produção de ovos, a eficiência reprodutiva e a eficiência do produto. Na propriedade 1 o produto com ação mais rápida sobre as partenóginas foi o fipronil 1%, que matou 70% (7/10) delas em menos de três dias, tendo também inibido a postura dos ovos nas sobreviventes. Enquanto na propriedade 2, a mortalidade das partenóginas só iniciaram a partir do terceiro dia com o uso do amitraz 12,5%, com 50% (5/10) de morte no vigésimo dia, porém nas partenóginas sobreviventes não houve inibição de postura. Na propriedade 1 a cipermetrina 20% e o amitraz 12,5%, inibiram 100% da eclosão dos ovos e a associação de diclorvós 45% + cipermetrina 5% obteve 98% de eficiência de produto. No entanto, na propriedade 2 não houve inibição de eclosão em nenhum grupo teste e a eficiência do produto, de 44,49% com amitraz 12,5% foi o maior, não se mostrando, mesmo assim, eficiente, dentro das normas vigentes. Quanto ao TIL, na propriedade 1, diclorvós 45% + cipermetrina 5% matou 100% das larvas e na propriedade 2 esse resultado foi observado com o fipronil 1%. Esses primeiros resultados reforçam a necessidade de controle estratégico do carrapato e o uso constante de bioensaios - testes laboratoriais de eficácia de acaricida, antes da prescrição, sobretudo no ambiente amazônico.

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