VETINDEX

Periódicos Brasileiros em Medicina Veterinária e Zootecnia

p. 43-49

Viabilidade das vias retal, axilar e oral para aferição da temperatura corporal de cães

Rodrigues, T. T. FCunha, G. N

O presente estudo objetivou avaliar a viabilidade das vias retal, axilar e oral para aferição da temperatura corporal em cães nas diferentes idades, sexo e conformação de crânio. Foram avaliados 350 cães hígidos, de diferentes sexos, idades, raças, sendo estas separadas em definida e não definida, encaminhados a pet shops pertencentes ou não a clínicas particulares do município de Patos de Minas - MG. Destes foi aferida a temperatura retal introduzido o termômetro no reto, estando o bulbo em contato com a mucosa. Na axilar, o termômetro foi posicionado com o membro em contato com o tórax e, por fim, a oral sendo aferida no lado direito ou esquerdo do bolso posterior sublingual. Foi realizada análise estatística descritiva e o teste de Tukey para comparar as diferentes vias. Do total de 350 cães, 65 não apresentaram temperatura retal dentro dos valores de referência, sendo excluídos do estudo. Observou-se que a média das temperaturas retal, axilar e oral dos 285 cães avaliados foi de 38,71ºC ± 0,32, 38,40ºC ± 0,34 e 38,20ºC ± 0,32, respectivamente. A temperatura retal se mostrou mais elevada, seguida pela axilar e oral, notando-se diferença significativa (p <0 0,00) entre elas. As fêmeas apresentaram 38,43ºC ± 0,32 e os machos 38,38ºC ± 0,34, havendo diferença estatística entre ambas (p<0,01), sendo que as fêmeas apresentaram um valor 0,05°C superior ao dos machos. Não foi observada diferença estatisticamente significante entre as vias de aferição e as faixas etárias ou os tipos de crânios. Conclui-se que apesar da redução de temperatura obtida entre a via retal, axilar e oral, estas últimas mostraram-se viáveis como métodos alternativos na aferição de temperatura em pacientes em que o uso da via retal se mostre limitado.

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